A Inovação Causa Desemprego?

“A crença que as máquinas causam desemprego, quando mantida com alguma consistência lógica, conduz a ridículas conclusões. Devemos estar causando tanto desemprego com o aperfeiçoamento tecnológico hoje em dia, quanto o homem primitivo deve ter começado a causar com os primeiros esforços feitos no sentido de poupar, para si, trabalho e suor inúteis”

Henry Hazlitt

AVISO: Esse artigo foi escrito originalmente no dia 28 de Janeiro de 2021. Por essa razão os dados apresentados podem ter mudado na data em que você o estiver lendo.

Autor: Victor Daniel

Coautores: Gabriel Almeida Braga e Douglas Martins.

Desemprego e Avanço Tecnológico — Uma Falsa Correlação!

Quando se trata de tecnologia, máquinas e desemprego, existe uma lei básica e fundamental da economia que é comumente ignorada: o objetivo final da produção é o consumo. O fato primeiro é que as pessoas têm desejos: fome, sede, abrigo, entretenimento, transporte, segurança, saúde, etc. Do mais fundamental para a sobrevivência até o mais “fútil”, todos eles são englobados por esta lei da economia. E, para saciá-los, são necessários itens que ainda não foram produzidos ou ainda não estão prontos para o uso. Logo, é preciso produzir (lembre-se que “produzir” não significa apenas fabricar), caso contrário, os desejos e necessidades humanas não serão satisfeitos. E por esse motivo as pessoas trabalham, o trabalho é um meio de atingir um fim, mas não é o fim em si. Não haveria necessidade de produzir alimento se não existisse fome, de produzir casacos se não houvesse o frio, de produzir guarda-chuvas se não chovesse, de produzir violões e pianos se não apreciássemos música, de levantar muros se não houvesse insegurança, esculturas e pinturas não seriam feitas se não possuíssemos senso estético. A linguagem foi criada a partir da necessidade de transmitir informação. A oferta somente surge para satisfazer uma demanda e deve se adequar a ela, caso contrário, é somente desperdício. Não é racional ofertar um item que ninguém queira consumir. E “consumir” significa satisfazer o desejo, não apenas vender ou comer. Um artista que cria uma obra para o próprio deleite está consumindo o que foi produzido por ele próprio, mesmo não havendo comércio. A satisfação é o destino e o trabalho é o caminho. Não há porque dar voltas desnecessárias ou ignorar atalhos que podem nos ajudar a chegar mais rápido. Produzir gasta tempo, esforço humano, matéria prima que é retirada da natureza, entre outros. E, como já explicado, fazer isso sem a finalidade de satisfazer um desejo (nem que seja o seu próprio) significa desperdiçar recursos de forma inútil. E estes recursos são escassos, ou seja, não podem ser utilizados ao mesmo tempo para finalidades distintas, logo, cada vez que se emprega recursos em uma produção pela qual não há demanda (que não é desejada por ninguém), perde-se a oportunidade de satisfazer a necessidade de alguém e, caso agora o produtor queira satisfazê-la, gastará novos recursos: terá que usar seu esforço novamente, gastar outro material, despender mais tempo.

Se o objetivo da produção é o consumo e os recursos são escassos, gastar menos recursos para satisfazer uma necessidade significa deixar parte dos recursos livre para satisfazer outra necessidade, logo, eficiência na produção é desejável, pois agora mais pessoas podem ser beneficiadas pela mesma quantidade de recursos, isso significa menos pobreza e menos danos ambientais. Com baixa eficiência, ou gasta-se pouco mas poucas pessoas serão satisfeitas, ou satisfazemos muitas pessoas mas gastamos muitos recursos. Com alta eficiência temos o melhor das duas situações: muita satisfação e pouco uso de recursos. Nós temos muitos desejos diferentes e damos prioridades diferentes para eles: primeiro buscamos satisfazer as necessidades mais urgentes, como fome e moradia, e depois procuramos resolver outras que julgamos ter menor importância (ver: Pirâmide das necessidades de Maslow). Voltando a uma frase dita no parágrafo anterior: “gastar menos recursos para satisfazer uma necessidade significa deixar parte dos recursos livre para satisfazer outra necessidade”. Lembre-se: tempo e energia são recursos escassos, assim como nossa própria vida é finita. Se hoje temos tempo para nos divertir, se podemos gastar combustível em uma viagem, gastar energia correndo no parque, se temos indústrias inteiras para nos fornecer coisas como cinema, jogos e música, isso somente é possível porque antes conseguimos satisfazer nossas necessidades mais básicas de forma que sobre recursos para essas outras finalidades que julgamos secundárias. Coisas como redução da jornada de trabalho, finais de semana, feriados, férias e aposentadorias só são possíveis devido à capacidade de produzir o suficiente para que fiquemos abastecidos por mais tempo do que passamos trabalhando. Ter a possibilidade de desfrutar de tudo isso significa aumento na qualidade de vida. Mas, como dito, para podermos dar atenção a desejos que antes não era possível satisfazer, é necessário ser eficiente no trabalho de suprir as necessidades anteriores. E essa eficiência vem com máquinas/tecnologia. Imagine uma dupla de caçadores coletores há milhares de anos, onde era necessário o trabalho de duas pessoas para conseguir o alimento do dia, mas após a invenção da lança e do arco e flecha, agora era possível que apenas um caçador fizesse o mesmo trabalho, e assim, o outro poderia dar atenção a outras necessidades. E depois veio a agricultura, expandindo ainda mais os limites desse raciocínio, até chegar nos dias atuais. Um caçador coletor poderia pensar que, com a invenção da lança, menos caçadores seriam necessários e assim as pessoas da sua tribo ficariam ociosas, não sobraria trabalho para elas e dessa forma elas não seriam capazes de “pagá-lo” pelo alimento que ele coletou com o próprio trabalho, afinal ele não gastou seu próprio tempo, energia e se arriscou para caçar além da sua necessidade individual e não ganhar nada em troca. Mas o que ele não previu é que os desejos humanos são infinitos e que, milhares de anos depois, as pessoas trabalhariam em atividades que ele jamais poderia imaginar. Relacionar tecnologia com desemprego é enxergar apenas um primeiro efeito imediato do avanço tecnológico, mas fechar os olhos para os infinitos benefícios que vêm junto com esse processo.

Comumente, é reiterado na mídia em geral que a automação da economia terá como resultado inevitável o desemprego em massa; que o investimento em tecnologia e a robotização da produção irá substituir os homens pelas máquinas. Logo, o estado deveria intervir nisto, seja controlando ou até mesmo impedindo que a tecnologia avance em proporções maiores do que como está. No entanto, não é bem assim que as coisas funcionam. Este típico exagero que leva as pessoas temerem e não quererem o avanço tecnológico, vem sendo disseminado há muito tempo, mas a falta de sentido desta falácia reside, ironicamente, no fato de que eu disse que ela está sendo disseminada há muito tempo. Desde os luditas no século XIX até o presente século, ainda não vemos nada negativo, como é previsto com a automação da economia e tendo a história ao meu lado para confirmar minha tese. O erro começa, acima tudo, em tentar prever os efeitos de um fenômeno na economia, seja ele qual for, a partir de uma certeza, como, neste caso, “prever” que mais avanço tecnológico, menos empregos. Mas podemos deixar a discussão teórica e econômica para outros momentos. A intenção deste artigo é destrinchar tal ideia, então faremos tal caminho com fatos.

A Contradição histórica e estatística:

Por que, curiosamente, os países com os maiores níveis de automação produtiva são os que têm índices de desemprego mais baixos? Países como Japão, Alemanha, Coréia do Sul e Suécia, possuem, respectivamente, taxas de desemprego de 3,1%, 6,1%, 3,6% e 2,3% (e isso apesar do presente período de pandemia pelo Covid-19) e são, ao mesmo tempo, os países com as maiores taxas de automação e robotização (em média com 500 robôs para cada 10000 trabalhadores nestes lugares). Poderíamos simplesmente encerrar este artigo por aqui, mas podemos nos aprofundar mais.

Ainda em contradição com a tese de que a tecnologia irá destruir empregos, há países como a França e Espanha, que têm menos da metade das taxas de automação dos países citados e suas respectivas taxas de desemprego são de 10% e 16,26%. Mas esses dados não precisariam ser comentados se as pessoas que repetem a falácia em questão, fizessem um paralelo com a história de ontem e de hoje, sobre como a civilização avançou surpreendentemente no sentido socioeconômico. O leitor pode perceber que a história do avanço da civilização é inseparável do avanço tecnológico, da busca por novas inovações produtivas e no desenvolvimento de novos meios que utilizem menos recursos para auxiliar o homem. Ao longo da história, não tivemos vivido um tipo de maniqueísmo com “trabalhadores vs máquinas”, mas sim trabalhadores e máquinas em consonância com o desenvolvimento social e econômico. Do contrário, ainda há 100 anos, já deveríamos estar sem quase nenhum recurso natural (que comprovadamente temos mais reservas de recursos naturais do que há 50 anos e mais ainda do que havia em 100, 200 anos…) e, hoje em dia, a pobreza, o desemprego e a expectativa de vida, já estariam piores do que era há 300 anos. Mas é simplesmente o contrário.

Entre o século XVII e XVIII, também no início do século XIX, a renda per capita simplesmente não crescia. Ou seja, a grande massa populacional vivia sob a extrema pobreza com mais de 80% da população global se encontrando nessa situação. Como é sabido, o grande marco do século XVIII e XIX foi a Revolução Industrial, trazendo novos mecanismos, mais dinâmica e automação produtiva, além novos fatores de trabalho. O resultado foi uma elevação de 90% da renda per capita, comprovando uma considerável elevação do padrão de vida das pessoas pobres e aumento da expectativa de vida, além de países que adotaram a industrialização naquela época tendo sua população dobrada e até triplicada. Hoje em dia a pobreza compõe menos de 10% da população mundial, o desemprego global é de 5,4%, houve elevação surpreendente do padrão de vida e o que antes da Revolução Industrial a expectativa de vida era de menos de 40 anos, atualmente é quase 80 para homens e mulheres. Para encerrar nossas análises estatísticas e históricas, mais um ponto é relevante. Se o avanço tecnológico realmente piora a situação dos trabalhadores, deveríamos notar taxas ainda mais absurdas de desemprego na Ásia, visto que é o continente onde a robotização sequer é novidade. Todavia, analogamente a este desenvolvimento, podemos notar a criação de 135 milhões de empregos por ano (o que com certeza pode estar relacionado ao tamanho populacional da Ásia, mas é de se notar que este número era de 101 milhões de empregos por ano antes desta dinâmica automotiva).

Efeitos econômicos

Contudo, o que a história demonstra, a pura teoria econômica explica. Um avanço dimensional da tecnologia, produz mais empregos do que destrói, visto que se os agentes econômicos querem investir em tecnologia, eles precisarão de mais trabalhadores para desenvolver tais mecanismos e, noutras palavras, significa dizer que haverá mais demanda por trabalho, o que aumenta seu valor no mercado e, portanto, seus salários em termos nominais (pois para atrair e incentivar trabalhadores para a produção, os empresários precisarão de elevar seus salários) e em termos reais (afinal, a tecnologia aumenta a dinâmica e a qualidade produtiva, outrossim aumenta a oferta de bens, proporcionando barateamento e maior valor real na renda salarial dos trabalhadores). Tal fenômeno torna o mercado mais especializado e complexo, demandando e criando mais empregos. Uma economia capitalista é baseada no exercício empresarial e na divisão do trabalho, princípios estes que, por si só, requerem um número significativo de operações e pessoas para fazê-los, i.e., quanto mais a tecnologia dinamizar a economia, mais complexo é um determinado cenário econômico, demandando mais função empresarial e mais divisão do trabalho.

Está certo dizer que as máquinas substituem a mão de obra, o erro está em analisar este efeito isoladamente a curto prazo e ignorar os efeitos que sucedem a automação econômica:

Expansão do Capital dos agentes econômicos que decidiram aumentar sua produtividade com o auxílio de tecnologia, o que é benéfico por si só, principalmente benéfico para os trabalhadores e consumidores, visto que, como foi dito, tais mecanismos, por serem multiplicadores de produção, não só fornecem barateamento dos produtos existentes, como traz mais e com mais qualidades, além de proporcionar outras novidades para o mercado. A tecnologia denota facilidade e mobilidade, os resultados serão maiores e mais rápidos, o empresário poderá expandir seus negócios, o que também pressupõe mais necessidade de emprego. Querer conter o processo tecnológico, é privar-nos de todas estas vantagens.

Tal expansão, explicada no ponto anterior, promove menores gastos em mão de obra e um uso menor dos fatores de produção usados anteriormente. A primeira vista parece ser um fator negativo, quando na verdade houve um aumento na oferta da mão de obra e de fatores de ordem mais baixa, fazendo com que estes recursos citados possam ser investidos e redirecionados em outros processos de produção e em novos empreendimentos. Além disso, robotização da produção não é um fenômeno imediato, alguns agentes ainda precisam adaptar seus negócios para tal e, tendo em vista que há mais mão de obra disponível, os trabalhadores que “perderam” seus empregos, poderão ser empregados novamente, pois sempre haverá demanda por mão de obra, isto é algo inextinguível da economia.

Tais fatores proporcionaram mais desenvolvimento em vários âmbitos sociais, no trabalho, na pesquisa, na medicina, na segurança e, acima de tudo, na elevação do padrão de vida de toda sociedade. Uma sociedade que se desenvolve nestes âmbitos, só o consegue porque está crescendo economicamente, o que por sua vez, só é possível produzindo mais utilizando com menos recursos. É de se notar que, em países pobres, as pessoas trabalham mais do que em países ricos, mas simplesmente não conseguem elevar seu padrão de vida e se desenvolver socialmente, porque sua economia ainda é baseada em trabalho e recursos que, em economias mais avançadas, são obsoletos. Afinal, a riqueza não surge do trabalho em si, mas surge da produção de bens demandados.

Um breve exame praxeológico

O uso da tecnologia na economia não exclui a força de trabalho, exatamente porque ela sempre será necessária e imprescindível para o crescimento econômico e para ser usado no desenvolvimento de novidades para a sociedade. Sabendo que o comércio é benéfico para ambas as partes e que a economia não é um jogo de soma zero (quem enriquece produzindo não subtrai riqueza das outras pessoas), pode-se concluir que a sociedade não ganha com o desemprego, pois quanto maior o desemprego, maior a pobreza e, por conseguinte, menor o poder de compra das pessoas, menos consumidores e, assim, menos lucros para os comerciantes. Uma sociedade desempregada não é benéfica para aquele que quer contratar, nem para o que precisa do emprego. Os empregadores precisam de trabalhadores e de consumidores e não ganham nada com a pobreza destes. Lembre-se de que a mesma pessoa está dos dois lados: somos trabalhadores e consumidores ao mesmo tempo.

Uma análise praxeológica do fenômeno tecnológico na economia é de suma importância para entendermos porque a automação não é — e, definitivamente, não será, como já foi demonstrado, — um fator que corrobora com a pobreza. Se os homens trabalham, eles renunciam um possível momento de lazer atual, para elevar seu padrão de vida a partir da sua força de trabalho. O trabalho é o meio utilizado para produzir e obter outros meios que consideramos essenciais para nos aproximarmos do estado de conforto desejado. As tecnologias são frutos deste trabalho e desta intenção que nos é dada naturalmente para buscarmos viver bem.

Mas, um fato curioso, quando trabalhamos em prol do investimento tecnológico, a tecnologia desenvolvida passa a ser usada e amplia a produção de bens, agora podemos utilizar nosso salário cujo valor real, seu poder de compra, foi aumentando por causa do aumento dos bens existentes na sociedade e optarmos por bens e serviços de qualidade superiores. Não percebemos que por termos participado do desenvolvimento de novas tecnologias os efeitos positivos destas retornaram a nós, isso veio como surpresa, porque provavelmente não tínhamos expectativa destes efeitos tendo em vista nossa preferência temporal muito limitada, tal qual nosso conhecimento sobre fenômenos econômicos que não podem ser explicados objetivamente. Não percebemos que agora novos empregos foram criados e, assim, agora podemos ter novas oportunidades de empregos.

Isto é um pequeno aspecto que pode ser explorado economicamente e não imagino como ele será maior e mais complexo futuramente em relação as deduções que escrevo, mas definitivamente será. Também não imagino as dimensões em que este e outros aspectos foram impedidos por aqueles que advogavam a necessidade do trabalho e a tecnologia não sair dos padrões atuais. Em algum momento, há 30 anos atrás, imaginávamos ter a internet? Hoje é algo comum para a maioria das pessoas, o que não era antes. Isto, porque o estado não decidiu intervir no desenvolvimento deste mecanismo, porque provavelmente os meios de comunicação antigos iriam ficar em desuso por estarem obsoletos e, por isso, haveria desemprego. Vale salientar que, graças à Internet, algumas pessoas trabalham em casa. Do mesmo modo, o que será que não temos porque o Estado possivelmente impediu? Protecionismo nunca, em nenhum momento da história, foi benéfico em algum ponto. Algumas coisas simplesmente podemos deduzir devido a catalaxia proveniente dos efeitos do mercado, mas posso dizer que muitos efeitos seriam mais do que benéficos.

O grande economista Hanry Hazlitt na página 57 de seu Best-seller “Economia numa única lição” demostra como esse suposto trade-off entre emprego e avanço tecnológico, não passa de uma falácia econômica:

“Se, de fato, fosse verdade que a introdução da máquina que poupa mão-de-obra é uma permanente causa do crescente desemprego e da miséria, as conclusões lógicas que se tirariam seriam revolucionárias, não só no campo técnico, mas também no nosso conceito de civilização. Não só teríamos que considerar calamidade todo progresso técnico, como teríamos que considerar com igual horror todo progresso técnico passado. Todos os dias, cada um de nós, segundo sua própria capacidade, empenha-se em reduzir o esforço exigido para consecução de determinado resultado. Cada um de nós procura economizar seu trabalho, economizar os meios necessários para atingir seus fins. Todo empregador, pequeno ou grande, procura, constantemente, conseguir seus resultados de maneira mais econômica e mais eficiente, isto é, poupando trabalho. Todo trabalhador inteligente procura reduzir o esforço necessário à realização da tarefa que lhe é atribuída. Os mais ambiciosos procuram, incansavelmente, aumentar os resultados que podem conseguir num determinado número de horas. Os tecnófobos, se fossem lógicos e coerentes, teriam que deixar de lado todo esse progresso e engenho, não só como inúteis, mas também como prejudiciais. Por que devem ser transportadas mercadorias por estradas de ferro, de Nova York a Chicago, se poderíamos empregar um número consideravelmente maior de homens que carregassem todas elas nos ombros?”

Henry Hazlitt

O problema dos protecionistas do trabalho é que eles ignoram a história e os avanços que, com toda certeza, eles mesmos têm benefícios graças ao campo tecnológico. Realmente era melhor estarmos no padrão de vida de anteriormente do que de hoje? Tendo em vista que somos contribuidores, diretos e indiretos, da tecnologia que existe hoje e a tecnologia pressupõe que estamos sendo liberados da obrigação de produzir aquilo que era feito manualmente, agora temos menos horas-trabalho e mais tempo livre para o lazer. E, de fato, os empregos que existiam a 10 anos, não existem hoje, mas porque hoje, há necessidade do dobro de empregos para substituir os de 10 anos atrás. Dito de outro modo, os empregos que temos hoje não existiam a 10 anos atrás e sequer cogitamos isso. Devo enfatizar que a história da humanidade foi acompanhada do desenvolvimento tecnológico. Se não vivemos na Idade Média mesmo sendo 2021, é porque este processo não foi impedido.

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Referências:

Desemprego no Japão: https://pt.tradingeconomics.com/japan/unemployment-rate (acesso 25/01/2021)

Alemanha: https://pt.tradingeconomics.com/germany/unemployment-rate (acesso 25/01/2021)

Coreia: https://pt.tradingeconomics.com/south…/unemployment-rate (acesso 25/01/2021

)Suécia: https://pt.tradingeconomics.com/sweden/unemployment-rate (acesso 25/01/2021)

Robôs:https://bakertillybr.com.br/conheca-os-5-paises-com…/ (acesso 25/01/2021)

Espanha: https://pt.tradingeconomics.com/spain/unemployment-rate (acesso 25/01/2021)

França:https://pt.tradingeconomics.com/france/unemployment-rate (acesso 25/01/2021)

HAZLITT, Henry (2010). Economia Numa Única Lição. São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil

Victor Daniel

Victor Daniel

Escritor, estudante e assíduo nos estudos de Economia, Filosofia e Sociologia

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