Joe Manchin, senador democrata, irá votar contra projeto de lei trilionário de Biden

Aprovado na Câmara dos Deputados nesse dia 19 de novembro, o chamado Build Back Better Act, ficou sem ser votado no Senado americano para esse ano de 2021. Ele não foi o único opositor do projeto: 50 senadores do Partido Republicano também foram contrários (o Senado é composto por 100 senadores). Assim, o projeto deve voltar em pauta após o recesso, em 3 de janeiro de 2022.

O projeto envolve fartos programas envolvendo aumentos de gastos com benefícios sociais, impostos de emissões de metano, entre outras coisas. A lei implicará um gasto aproximado de US$ 1,9 trilhão, mais da metade do déficit governamental de 2020, que foi de US$ 3,160 trilhões (ou – 15 % do PIB).

Não é a primeira vez que o senador Joe Manchin, da ala mais moderada do Partido Democrata, teceu críticas ao projeto. Embora ele seja favorável a projetos como os que envolvem um maior gasto com infraestrutura de transportes (e de aumentos nos impostos para as corporações, embora em grau menor do que o proposto por Joe Biden), ele mostra grandes preocupações sobre os novos projetos fiscais propostos por Biden, considerando uma “insanidade fiscal” e de que irá provocar mais inflação de preços, na forma de um imposto inflacionário para as famílias americanas.

Embora o Partido Democrata seja essencialmente de esquerda, há várias alas políticas dentro do partido. As críticas tecidas por Joe lembram, de certa forma, o conservadorismo fiscal adotado durante o governo Clinton.

Informações de CNN, Foundation for Economic Education e Congressional Budget Office.

Felipe Lange

Felipe Lange

Escritor, entusiasta de Economia e graduando em Biologia. Escreve e traduz artigos para o seu blog OCAL

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