Singapura: moeda deverá ganhar força

Singapura, além de sua particularidade em ser uma cidade-estado, tem como uma de suas características uma política monetária bastante distinta, como será falado adiante.

Em decisão publicada hoje (e fora da programação normal, já que ocorre somente nos meses de abril e outubro de cada ano), 25 de janeiro, o Monetary Authority of Singapore afirmou que irá aumentar, levemente, a banda cambial do dólar singapuriano, diante das preocupações inflacionárias, já que o índice de preços no país marcou 4 % em dezembro último (acumulado dos últimos 12 meses), maiores valores desde fevereiro de 2013.

No banco central singapuriano, a taxa de câmbio é controlada através da base monetária: o aumento da base monetária se dá por compra de ativos, ao passo que a sua diminuição se dá por venda de ativos do próprio banco. Não há metas para evolução da base monetária e nem dos seus agregados.

O dólar singapuriano funciona em um regime atrelado: a sua estabilidade é mantida em relação à uma cesta que engloba as moedas dos maiores parceiros comerciais do país. Os critérios sobre a política cambial são revisados nas reuniões periódicas, feitas em abril e outubro, levando-se em conta também os fundamentos econômicos.

Diferentemente do que foi feito no Brasil entre 1994 e 1999, não há controle na taxa de juros: os juros são determinados livremente pelo mercado, como pode ser conferido no gráfico abaixo.

Taxa de juros: janeiro de 1988 a dezembro de 2021.
Índice de preços comparado: Alemanha (roxo), Singapura (azul) e Suíça (laranja), janeiro de 2002 – dezembro de 2021

No acumulado do ano, apesar da alta no índice DXY, o dólar singapuriano se valorizou em 0,30 % ante a moeda americana.

Informações de Central Bank News e Trading Economics.

Felipe Lange

Felipe Lange

Escritor, entusiasta de Economia e graduando em Biologia. Escreve e traduz artigos para o seu blog OCAL

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