EXTERNALIDADE positiva e negativa: o que são e exemplos!

Hoje iremos falar sobre externalidades. Mas, você sabe o que são externalidades? O que é uma externalidade negativa? O que é uma externalidade positiva? Entenda isso e muito mais no presente texto.

O que é Externalidade?

Externalidade é basicamente o impacto das ações de uma pessoa sobre o bem-estar de terceiros que não participam de tal ação. Em outras palavras, são os efeitos colaterais sobre as pessoas que não participam da ação (MANKIW, 2013).

Quando esse impacto é positivo, nós o chamamos de externalidade positiva. Por outro lado, quando o impacto sob terceiros é negativo, nós o denominamos de externalidade negativa.

Externalidade Positiva

Vejamos agora alguns exemplos de externalidades positivas:

A restauração de imóveis antigos normalmente produz uma externalidade positiva, pois as pessoas que passam por eles podem desfrutar de sua beleza e da sensação proporcionada pelo fato de ser algo histórico (MANKIW, 2013).

Uma bela casa vitoriana restaurada localizada na esquina da Jones Street com a Person Street em Oakwood é um exemplo de externalidade positiva.

Outro exemplo de externalidade positiva é que um indivíduo, ao cultivar abelhas para produzir o mel, causa a polinização das plantações vizinhas pelas abelhas. O valor gerado pela polinização vai além do valor gerado pelo mel colhido.

Outro exemplo de externalidade positiva é a abelha
polinizando as flores do vizinho.

Talvez os exemplos mais comuns de externalidades positivas sejam as pesquisas de novas tecnologias que produzem novos conhecimentos que podem ser usados por terceiros que não participaram da pesquisa. Portanto, pesquisas são geralmente exemplos de externalidades positivas (MANKIW, 2013).

Externalidade Negativa

Infelizmente, as externalidades não são todas positivas. Existem diversos exemplos de externalidades negativas, a seguir veremos alguns deles

Talvez o exemplo mais famoso de externalidade negativa seja a poluição. Esta atividade causa prejuízos principalmente à saúde pública.

Outro exemplo vai ser reconhecido por quem possui vizinhos com cachorros. Se este for o seu caso, provavelmente você já sofreu com essa externalidade negativa. Quando o cachorro late muito, a vizinhança é perturbada. Neste caso, os donos do cachorro não arcam com os custos totais do barulho. Claro que o incômodo causado pelo latido irá incomodar os indivíduos de forma diferente.

O Cachorro que late muito alto e muitas vezes ao dia, acaba por incomodar a vizinhança. Este é um exemplo clássico de externalidade negativa.

A poluição das águas por indústrias que adicionam efluentes também é um bom exemplo. O ato de poluir a água prejudica os seres vivos que a utilizam, e as plantas, os animais e os humanos são os principais prejudicados (MANKIW, 2013).

Como lidar com as externalidades?

Os economistas vivem debatendo as melhores formas de lidar com as externalidades. Dois economistas são mundialmente famosos por estudar as melhores formas de lidar com as externalidades. Esses economistas são Arthur C. Pigou (1877-1959) e Ronald Harry Coase (1910-2013). A solução de Pingou para lidar com as externalidades ficou conhecida como Imposto Pigouviano, e a solução proposta por Coase, como Teorema de Coase. Uma terceira proposta de como lidar com as externalidades veio do economista americano Murray Rothbard (1926-1995). Para o mesmo, tanto Pigou quanto Coase estavam equivocados.

Em um texto posterior iremos analisar e comparar as três propostas mais famosas de como lidar com as externalidades.

REFERÊNCIAS:

MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. Allan Vidigal Hastings, Elisete Paes e Lima, Ez2 Translate. 6. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

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Gabriel Almeida Braga

Gabriel Almeida Braga

Escritor, estudante de Ciências Econômicas, gosta principalmente de Microeconomia e da História do Pensamento Econômico (HPE), graduando em Administração de Empresas, cofundador da Apptime, fundador da iniciativa Economia para Iniciantes e editor-chefe do site Econotime.

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