Elasticidade-Preço da Demanda o que é e cálculo

Você sabe o que é Elasticidade? Sabe por que ela é importante para as ciências econômicas? Sabe o que é elasticidade-preço da Demanda? Descubra isso e muito mais agora.

O que é Elasticidade

Bom, a elasticidade pode ser definida como a medida do tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições do mercado (MANKIW, 2013).

Na obra Introdução à Economia o economista Gregory Mankiw, define elasticidade como:

“Uma medida da resposta da quantidade demandada ou da quantidade ofertada a uma variação em um de seus determinantes”

(MANKIW, 2013, p. 89)

Elasticidade-Preço da Demanda

Vamos iniciar nossa análise falando, sobre a elasticidade-preço da demanda e para isso precisamos relembrar o que é a Lei da Demanda.

Basicamente a Lei da Demanda afirma que: ceteris paribus, uma queda no preço de um bem, o bem X por exemplo, aumenta a quantidade demandada desse mesmo bem.

Ela também afirma que um aumento no preço de um bem, ceteris paribus, diminui a quantidade demandada por esse mesmo bem.

Agora que relembramos a Lei da Demanda, podemos analisar a elasticidade-preço da demanda.

Que basicamente mede o quanto a quantidade demandada reage a uma mudança no preço.

Vamos a alguns exemplos:

Suponha que a quantidade demandada de um bem X reage de forma substancial a uma mudança no preço, nesse caso nós dizemos que o bem X tem uma demanda elástica.

Por outro lado, se a demanda por um bem Y, por exemplo, responde pouco a mudanças nos preços, nós dizemos que o bem Y tem uma demanda inelástica.

Fatores que influenciam na elasticidade

Embora seja impossível afirmar com 100% de precisão quais fatores influenciam sempre na elasticidade da demanda, a maioria dos economistas acredita que esses fatores a seguir são os que mais influenciam:

– Disponibilidade de substitutos próximos: por exemplo, laranja e tangerina são facilmente substituíveis uma pela outra. Um pequeno aumento no preço da tangerina, supondo que o preço da laranja se mantenha constante, fará que a quantidade vendida de tangerina tenha uma grande diminuição. Ou seja, bens com substitutos próximos tendem a ter uma demanda mais elástica porque é mais fácil substituí-los por outros produtos.

– Bens necessários versus bens supérfluos: Os bens necessários tendem a ter demanda inelástica, enquanto a demanda por bens de luxo (ou supérfluos) tende a ser mais elástica. Vamos a um exemplo: suponha que eu precise fazer uma cirurgia de vida ou morte, neste caso a demanda tende a ser inelástica, afinal é uma questão de vida ou morte. Por outro lado, um aumento no preço de uma cirurgia estética tende a fazer com que a quantidade demanda diminua muito, pois normalmente essas cirurgias estéticas têm demandas mais elásticas.

Outros dois pontos constantemente apontados por economistas são: Definição de Mercado e Horizonte de Tempo.

Bom agora que já apresentamos o que é elasticidade da demanda! Devemos ver como fazemos calcular a elasticidade-preço da demanda!  

Cálculo

Uma das formas de se calcular a elasticidade-preço da demanda foi proposta pelo já citado economista Mankiw (2013), a fórmula é a seguinte:

FONTE: (MANKIW, 2013, p. 89)

Nesse exemplo, a variação percentual do preço é de 10% positivos (refletindo um aumento) e a variação percentual da quantidade demandada é de 20% negativos (refletindo uma diminuição). Por esta razão, as elasticidades-preço da demanda são algumas vezes representadas por números negativos. Neste livro, seguiremos a prática comum de deixar de lado o sinal de menos e apresentar todas as elasticidades-preço da demanda como números positivos (os matemáticos chamam isso valor absoluto). Com essa convenção, uma elasticidade-preço maior implica em uma grande resposta da quantidade demandada a alterações no preço.” (MANKIW, 2013, p. 89).

Tipos de Curvas de Demanda

É comum classificar as curvas da demanda de acordo com sua elasticidade, então vamos ver a seguir quais são as classificações utilizadas pelos economistas:

Quando a elasticidade é igual a 0, nós dizemos que a é Demanda perfeitamente inelástica, ou seja, um aumento no preço não irá alterar a quantidade demandada.

Quando a elasticidade for inferior a 1 nós dizemos que a demanda é inelástica, ou seja, um aumento no preço causa uma pequena queda na quantidade demandada. Admita que o preço do bem Y subiu 20% e isso gerou uma queda de apenas 5% na quantidade demandada do bem Y, esse caso é um exemplo de uma demanda inelástica.

Quando a elasticidade é igual a 1 nós temos um exemplo de demanda com elasticidade unitária, que nada mais é que a situação em que a variação da quantidade é proporcional à variação do preço, por exemplo: um aumento de 10% no preço da pizza faz com que a quantidade demandada de pizzas caia exatos 10%.

Caso a elasticidade seja maior que 1, nós dizemos que essa demanda é elástica, portanto, nós podemos dizer que uma demanda é elástica quando um aumento no preço de um bem, causa como grande queda na quantidade demandada. Suponha que o preço dos Xbox suba 20% e isso gere uma queda de 60% na quantidade demandada. No presente exemplo nós podemos afirmar que a demanda por Xbox é uma demanda elástica!

Demanda perfeitamente elástica vem do sentido que a elasticidade é praticamente infinita, ou seja, mudanças muito pequenas do preço levam a grandes variações na quantidade demandada.

Os diagramas a seguir exemplificam de forma gráfica os tipos de curva da demanda*:

Fonte: EPPAC

*Nota: Totalmente Rígida = perfeitamente inelástica

Elasticidade-Preço da Oferta

REFERÊNCIAS:

MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. Allan Vidigal Hastings, Elisete Paes e Lima, Ez2 Translate. 6. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

Gabriel Almeida Braga

Gabriel Almeida Braga

Escritor, estudante de Ciências Econômicas, gosta principalmente de Microeconomia e da História do Pensamento Econômico (HPE), graduando em Administração de Empresas, cofundador da Apptime, fundador da iniciativa Economia para Iniciantes e editor-chefe do site Econotime.

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