Ele não para: DXY já passou de 108 pontos

O índice dólar (conhecido como índice DXY), que mensura a força do dólar americano em relação às principais moedas do mundo, atingiu, nessa segunda, 108,15 pontos.

Esse novo recorde é uma alta que não se via desde outubro de 2002, quando se viu uma fuga de capitais ante eleição de Lula.

Índice dólar: 07/01/2002 – 11/07/2022 (aproximadamente 20 h UTC-3).

Conforme notícia publicada dias atrás, fatores como aversão ao risco e expectativa por posturas falconistas pelo Fed deram propulsão à moeda.

Como consequência, praticamente todas as moedas do mundo se desvalorizaram ante dólar, embora tenha sido em diferentes intensidades.

As moedas emergentes foram atingidas de diferentes formas. O real brasileiro teve perdas em sua valorização e se mostrou a moeda entre as mais voláteis, embora continue acumulando em 2022 uma alta de 5,28 % em relação à moeda americana.

Entre as moedas sul-americanas, a que teve maior estabilidade foi o guarani paraguaio. Moedas como o peso chileno sofreram mais, ante baixa nos preços do cobre e pessimismo pelos investidores sobre as perspectivas ante uma nova Constituinte no país.

Chama atenção o desempenho do peso uruguaio, que se valorizou quase que em simultâneo ao dólar, algo bastante raro.

Desempenho de índice dólar (azul), peso uruguaio (verde água) real brasileiro (marrom), sol peruano (púrpura), guarani paraguaio (verde), peso mexicano (roxo), peso colombiano (amarelo) e peso chileno (azul claro). Mesma periodicidade.
Felipe Lange

Felipe Lange

Escritor, entusiasta de Economia e graduando em Biologia. Escreve e traduz artigos para o seu blog OCAL

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